Feliz Dia das Mães. Mas eu não sou mãe !
Parece incrível, mas é bastante comum o recebimento de email marketing desse tipo. Hoje, ao abrir minha caixa de entrada, recebi a seguinte peça de uma entidade sediada em São Paulo :
Além da ausência na segmentação da base de emails (afinal de contas, eu não sou e nunca vou poder ser mãe), a peça foi toda composta em uma imagem no formato JPG, o que dificulta ainda mais a taxa de abertura da campanha disparada, pois grande parte dos clientes de email existentes bloqueiam a exibição de imagens por default. Nem mesmo a “alt tag” foi definida para esse tipo de caso.
Quanto a validação do código HTML da peça, percebi que a tag <DOCTYPE> foi ignorada, além das definições “parse mode” como por exemplo :
<html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" xml:lang="en">
quem devem ser predefinidas no topo do código para serem validadas pelas “boas práticas” W3C, um dos critérios que alguns filtros anti-spam utilizam para determinar se uma peça tem ou não características de SPAM. Ou seja, mesmo que essa campanha tenha sido disparada para uma base opt-in, a probabilidade da mensagem ser classificada como indesejada é grande.
Como podemos notar, pequenos detalhes que passam desapercebidos podem prejudicar – e muito – o desempenho de uma campanha de email marketing. Ausência de segmentação e confecção de peças fora das boas práticas interferem diretamente nos resultados obtidos.
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Comments(4)








Gostei da sua observação, com uma ressalva:
Olha a mensagem com olhar de filho. Entendo q o envio do e-mail para vc não representa assim, um descaso com a segmentação, já que todos nós somos filhos e, se somos filhos, temos uma mãe, concorda?
Portanto, entendo que nesse caso a mensagem, além de ser dirigida às mães é também direcionada aos filhos, que arrisco dizer que eles querem chamar a atenção para outro ponto: se ser mãe é o maior empreendimento de toda mulher, por sua vez, vc, que é filho e que é produto desse empreendimento, é a coisa mais importante para ela. Será isso? Não sei, ms é o q me vem à mente agora, olhando como filha.
Pois bem. O que quero dizer é que, se eu for lançar o mesmo olhar que vc, partindo apenas do princípio de que “Eu não sou mãe, então o e-mail não me atinge”, é fzr uma leitura simples demais dos interesses existentes por trás de uma campanha publicitária. Por exemplo: eu tb poderia dizer que a msg é um incentivo às mulheres a engravidarem, e eu creio q não seja isso…
Por outro lado: concordo! Propaganda onde a gente tem que explicar demais acaba se perdendo no meio do caminho, não atingindo seu objetivo; e a mensagem, aparentemente simples, na verdade é complicada, sugerindo várias leituras .
Por fim, não sei qual a linha da empresa e o seu público alvo. As minhas observações estão direcionadas ao seu post.
Parabens Ana Cristina. o que diriam os orfãos não é!
Concordo com a Ana Cristina. Neste caso existe 2 tipos de público-alvo: o Primário (as mães) e o secundário (os filhos e os homens casados e que possui filhos).
É uma campanha de e-mail marketing emotiva, sentimental, pois sabemos que a grande maioria das pessoas compram por impulso (emoção), mas acho que não é o caso desta campanha. Não sei qual a empresa este e-mail marketing se refere, mas pelo tipo de campanha acredito ser de alguma construtora de imóvel ou algo deste segmento… E neste caso seria uma campanha de Branding com o objetivo de fazer você sempre que lembrar desta marca associá-la a algo agradável, emotivo, ou que tenha lhe proporcionado uma sensação agrádavel…
Fantástica as observações técnicas. O problema desta peça em si nem é a segmentação, mas a total falta de objetividade. A mensagem não está vendendo nada. Da maneira como está exibida aqui, não podemos sequer dizer que é institucional. Só nos resta dizer: um feliz dia das mães para vocês também.